A confiança do mercado internacional com os lucros das empresas norte-americanas no último trimestre patrocinou a queda do dólar nesta terça-feira (13), colocando a moeda no menor nível em mais de dois meses frente ao real. É o mesmo movimento travado pela moeda contra a libra e o euro.
A taxa terminou o dia a R$ 1,753, em baixa de 0,68%. É a menor cotação de fechamento desde 3 de maio.
No mês, o dólar tem queda de 2,83%. No ano, a alta da moeda diminuiu para 0,57%.
Enquanto o mercado de câmbio encerrava as operações, as bolsas de valores norte-americanas subiam mais de 1% e o euro estava na máxima em dois meses, acima de US$ 1,27.
Influências
O otimismo era um reflexo do lucro da Alcoa no segundo trimestre. A produtora de alumínio inaugurou a temporada de balanços nos EUA com um resultado acima do previsto e projeções sólidas para a demanda global pelo metal.
O empurrão dado pelo mercado internacional era o que faltava para que o dólar rompesse a marca de R$ 1,76, perto do qual vinha sendo cotado nas últimas cinco sessões. A taxa, porém, não teve fôlego para ceder abaixo de R$ 1,75.
“Nesse patamar, o mercado aposta um pouco na compra”, disse José Carlos Amado, operador da corretora Renascença.
Dados do Banco Central sobre o fim de junho mostravam os bancos com mais de US$ 9 bilhões de dólares em vendas líquidas no mercado à vista -posição que pode ser coberta a um custo menor pelas instituições quando o dólar se desvaloriza.
Para Amado, a atuação do Banco Central no mercado à vista também ajudou a sustentar a cotação do dólar nesta sessão. O BC comprou moeda mais cedo do que nos últimos dias e deixou os investidores em compasso de espera pela possibilidade de outra operação à tarde. O BC não faz dois leilões no mesmo dia justamente desde 3 de maio.
Do G1
